“Se, mesmo após o que leres, decidires arriscar e continuar comigo, então irás conhecer as duas faces da lua; o lado negro e o lado iluminado. Se o conseguires fazer… terás em mim uma seguidora. Porquê? Porque me fascinaste. E isso é muito raro, sabes? Querer conhecer-me não é uma tarefa fácil. Volto a dizer-te… tudo em mim é essência.” In Blog
Não raras vezes aflora-se a “essência do karaté” e, enquanto divagava pela internet, deparei-me com esta excelente introdução que me fez precisamente pensar o quanto seria eventualmente adequado adaptar a mesma ao mundo das artes marciais. Convido todos a um pequeno exercício de semântica, leiam novamente o texto acima mas substituam trechos como “leres” por “praticares karaté”. O resultado final seria algo como: “Tudo, no karaté, é essência.” Tudo!
Vejo o Karaté como um imenso iceberg. Muitos só dão relevância à parte visível do mesmo: à técnica, ao cinto, aos resultados desportivos, ao kumité, ao kata ou a esta ou aquela particularidade que no seu ver realmente importa, esquecendo os elementos que não vemos mas que estão lá, sem os quais a “forma” não assume qualquer valor. Isto porque na realidade são eles que sustentam a parte técnica. Já afirmava a Teoria da Gestalt que “não se pode ter conhecimento do todo através das partes, e sim das partes através do todo”.
“A técnica é transformada em arte por quem a emprega.” (Funakoshi)
Gichin Funakoshi intensificou inumeros esforços para que, ainda nos dias hoje, uma ideia perpetuasse, por forma a que não se prostitui-se a verdadeira intenção do karaté e sobretudo a sua “essência”: o karaté serve ao aprimoramento do carácter e personalidade, tanto ou mais importante que a técnica em si é a sua contribuição à formação da personalidade do homem, assentando assim numa forte componente educacional e espirutual.
É certo que muita tinta correu desde os distantes dias do Japão feudal até às loucas tardes a jogar Mortal Combate em frente à X-Box. O poder bélico dos dias de hoje não tem qualquer comparação, assim como não a têm os conhecimentos e estudos psicopedagógicos. Mas, mesmo havendo um imensurável fosso culturar a distinguir ambos os espaços temporais, o espírito do karateca pode e deve manter-se fiel à sua origem, sendo essa dimensão psicológica dele indissociável. A essência mais valiosa está nas coisas simples. Segundo a metafísica a “essência” é constituída pelas propriedades imutáveis de algo: filosofia, disciplina, respeito, honra… a essência do Karaté-Do.
O verdadeiro karateca é-o a tempo inteiro. Não necessita de um diploma de graduação, de um título honoris causa, de um dojo ou de um kimono para que a sua postura e conduta demonstrem riqueza humana, uma vez que ambas assentam numa forte estrutura de valores morais e éticos vigentes no Budo. Segundo Funakoshi “este é um princípio que exige a observância mais rígida”.
“O verdadeiro Karaté-Do é um esforço interior para disciplinar a mente, desenvolvendo uma verdadeira consciência que permita ao indivíduo, enfrentar o mundo mais dentro da realidade, desenvolvendo-se externamente e, ao mesmo tempo, adquirindo a força que lhe permita enfrentar um animal selvagem. Portanto, no Karaté-Do, espírito e técnica devem ser uma coisa só”. (Funakoshi)
Rossana Rodrigues Garcia
(este texto foi escrito pela autora acima referida e retirado de um site: eKarate - ekarate.wordpress.com )

1 comentário:
Mooooooooriiiiiiiiii! :P
olha, sem grands ceninhas, gostei!!! Essência... Essência diz td! saindo d Karate p 1 plano + geral, d tipo... a bela da vidinha ;P eu diria k as pssoas eskecem quase totalment a essência ds coisas, ds coisas pekenas, e desekilibram-s tds em x d viver realment...
tb m ocorre k s tds tivessemos 1 pingo k foss d Karaté-Do, podia ser td + fácil e bem menos cinzento! as soluções nem sempre são... digamos... tangíveis. estão bem à nossa frent, só precisam d 1 cadinho d espírito ;)
hehehe... kem sab s c essa disciplina eu n cnsguia gerir mlhor o meu tempo??? lol You'll get it...
BJSSSSSSSS gIgAnTeS, marida!!!!***
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