30 janeiro, 2006

Amar


Encontrei o meu poema preferido da Florbela Espanca. Ora digam lá que não é lindo! Faz-me recordar uma pessoa especial, por aquilo que significou para mim e que de uma maneira diferente continua a significar e irá sempre ter um lugar cativo no meu coração. Juicy, sê muito feliz amigo. Obrigada por tudo meu anjo!






"Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui... alem...

Mais Este e Aquele, e Outro e toda a gente...

Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...

Prender ou desprender? É mal? É bem?

Quem disser que se pode amar alguém

Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada dia:

É preciso canta-la assim florida,

Pois se Deus nos deu voz, foi p'ra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada

Que seja a minha noite uma alvorada,

Que me saiba perder... p'ra me encontrar..."


Autopsicografia


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.



29 janeiro, 2006

Flor de amendoeira


Nevou na Amadora... Todo este frio e alteraçoes climáticas leva-me a crer que algo vai mudar na minha vida. Espero que para melhor. Como diz um amigo meu... são "feelings"... Deixo-vos com uma foto da vista da minha varanda deste dia branco.
Saudações!