28 fevereiro, 2007

A Honra do Samurai

Gritos alucinantes
Uma onda de raiva invade o meu coração
A última pétala da flor que cai
E a gota que faz transbordar a água no chão...

Dores incessantes...

Quero mandar tudo às laranjas
Quero ser capaz mas não consigo
Quero poder dar o meu melhor
Dou...
Dou...
Dou...
Dou até que me volte a dor...
E aí...
Não paro... e continuo, até morrer!

Porque o orgulho e a honra são características em mim.
Nunca mais serei humilhada.
Nunca mais a minha calma cairá desamparada.
Nunca mais ninguém como alguém me dirá o que disse!
Porque a próxima vez que se me impuserem eu não me calo!
Porque toda a gente tem direito a explodir, eu também o tenho!
Eu não tenho medo!!!!!!!!!!

Põe-me à prova e arrisca-te a levar o troco daquilo que me tens feito!


Desta vez não te ficas a rir!

19 fevereiro, 2007

Olá amiguinho!

Quero aqui fazer-Te um agradecimento pela força que me tens dado para superar todos estes desafios que, de uma forma ou outra me vêm parar às mãos!
Às vezes sinto-me triste, e ultimamente mais ainda. Muito provavelmente é por todo este stress que Tu sabes que sinto e os motivos que o suportam... Agora, como que por milagre, fizeste-me encontrar alguém que me fez saber um pouquinho mais sobre Ti... Tenho que Te dizer uma coisa, "adoro-Te!"
Obrigada pelas pessoas que me fizeste conhecer, as boas e as menos boas, as amigas e as menos amigas... Obrigada pelos desafios a que me propuseste porque fizeram de mim a pessoa que sou hoje e alguém que acredita realmente em Ti!
Desculpa pensar que me abandonas quando me sinto realmente deprimida... Desculpa! Prometo que vou tentar ser mais positiva! Tenho que ser forte e eu sei que me vais ajudar a se-lo!
Obrigada por seres meu amigo!


"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na
praia com o Senhor,e através do
Céu, passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava,percebi
que eram deixadas dois pares de
pegadas na areia;um era o meu e o
outro do Senhor.
Quando a última cena de minha vida
passou diante de nós,olhei para trás,
para as pegadas na areia,e notei que
muitas vezes no caminho da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos
momentos mais difícies e angustiosos
da minha vida. Isso aborreceu-me deveras,
e perguntei então ao Senhor:
"Senhor, Tu me disseste que,uma vez que
eu resolvi Te seguir, Tu andarias sempre
comigo, todo o caminho, mas notei que
durante as maiores atribulações do meu
viver havia na areia dos caminhos da
vida, apenas um par de pegadas.
Não compreendo porque nas horas
em que eu mais necessitava de Ti, Tu
me deixastes".
O Senhor respondeu:
Meu precioso irmão, Eu te amo e jamais
te deixaria nas horas da tua prova e
do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par
de pegadas, foi exatamente aí que
eu te carregue nos meus braços"

18 fevereiro, 2007

Dia dos Encalhados!


Chegou aquele dia por que muitos casais anseiam, o dia de S. Valentim!
Mas como este dia não é só dos namorados, juntou-se um grupo de amigos e organizou-se um jantar que, apesar de singelo, nos soube muito bem! Seguiu-se uma saída ao bar dos engates Al Souq.
Contou-se com a presença da Joana, Mafalda Paulo, Diana, Cláudia, Piloca, Mourinho, João, Teles e Mafalda Henriques! Foi bom comemorar o dia do amor com amigos! Sim, porque a amizade é também um tipo de amor!!

Para o ano há mais!!

Visitem http://mspjvs.blogspot.com/2007/02/estatutos-dos-encalhados.html para saberem se para o ano se podem juntar a nós!!!
Hehe!

Foi a DESBUNDA!!!

Em busca da famosa receita das filhoses de abóbora!


Ora a pedido de... MIM PRÓPRIA, e da rabugenta da Ju, vou-vos contar esta minha grande aventura por terras do D. Dinis!...

Leiria, a terra do castelo!!
Das filhoses de abóbora e do pinhal
Quero comer um vitelo
E o castelo é lindo como o do Sabugal!

Lá fui eu com a mala às costas
Esperando um fim de semana excelente
O que encontrei foi uma família
Muito especial e diferente!

Foi uma caminhada pela manhã
Com as meninas lá de casa.
A avó da Ju e a mamã
São umas senhoras lindas!!!
Muito simpáticas e acolhedoras
Umas mestres da cozinha!

O pai da Ju é um grande anfitrião
Sabe aproveitar o bom da vida
Uma música clássica com o jornal
É de manhã que se sabe a informação!

A Mariana é um amor
Há quem lhe chame fedelha
Mas eu chamo-lhe doidita
Porque parece uma abelha
muito inteligente e fofita!

Os amigos da Ju
São pessoas excelentes!
O Teles é um giraço
E a Mafalda precisa de patente! (miúdas como ela não existem!)
A Diana juntou-se à festa
e foi a desbunda pela noite adentro!

Obrigada Família Góis, Diana, Mafalda e Teles!!! Adorei muito mesmo!!!!

12 fevereiro, 2007

Azul - O Acordar de um Novo Ser















Invades-me de tal forma
Que me sinto a desvanecer.
Essa tua cor...
Quero que me envolva,
Que a minha dor... Se dissolva
Quero sentir a magia e todo o teu ser!

Essa maneira de pensar
Vivendo de forma diferente
O teu jeito de ser homem
Seduz-me completamente!

Esta chuva que me molha
Fortalece tudo aquilo em que acredito.
Mas quando me apercebo dessa tua luz
Essa luz que me ilumina o caminho
O caminho cruzado das linhas da vida...
Penso...
E penso...
E choro... e sorrio!
E finalmente rio!
Depois, como que de um sonho se tratasse acordo e...
Grito!!!
Grito, canto e chamo por ti!

Tens um coração azul!
Azul de dignidade...
Essa dignidade imaculada
que me apaixona de forma calada
E mesmo sem nunca te ver,
Consigo sentir...
Aquela saudade!


Susana Rocha

10 fevereiro, 2007

O traje



«Sente-se no perpassar da capa e batina uma vibração inigualável, que varre bem para longe as diferenças de fortuna, fatal desigualdade que, fora da vida Universitária cai sobre as almas juvenis como neve sobre botões entreabertos, crestando-os e esterilizando-os. O fidalgo e o plebeu, o rico e o pobre, igualmente uniformizados entram na comunhão da vida académica, com o mesmo direito, com a mesma alegria, com o mesmo sentimento de posse com que no mundo vegetal e animal os seres entram na partilha do sol, do espaço e do solo. O fraque elegante do filho do rico e do patenteado, não obriga a retrair-se o casaco sovado do filho do pobre. A mocidade é uma para todos. O mesmo pano, o mesmo corte dá às almas a mesma franqueza de movimento, que só a inteligência torna mais fácil e mais nobre. Debaixo da capa e da batina, o espírito dos moços, a alma mais fácil e mais nobre, dos que se embebem de saber, naturalmente, como um fenómeno de endosmose da espiritualidade ambiente, pode cantar com Metastásio:
O giuventá primavera della vita!
A mocidade constitui-se uma unidade intelectual e moral inquebrável e irredutível.
O homo hominis lupus não vive a sua voracidade no encalço dos que trabalham. Não há ai o ciúme da alma, em outros meios literários mais intenso do que o da carne.
A vida universitária cultivava essa vida em comum, essa promiscuidade benfazeja de sementeira, em que se dá a diferenciação pela espontaneidade da evolução de cada espécie, apesar da mesma nutrição pelo mesmo númus».

(in Memórias do Mata-Carochas, Vasconcelos, Henrique António Coelho de;
1.ª ed. 1907; 2.ª ed. ilustrada 1956, Porto)